Qual o impacto da Selic em 13,75% nos juros do financiamento imobiliário?
18/09/2026 - IMPACTO DA SELIC NO FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO
Qual o impacto da Selic em 13,75% nos juros do financiamento imobiliário?
Redução favorece o setor imobiliário, porém queda nas taxas bancárias não é imediata
A diminuição da taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano, decidida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na última quarta-feira (16), traz otimismo para o setor imobiliário, mas ainda não é suficiente para gerar efeitos imediatos.
De acordo com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), a queda de 0,25 ponto percentual representa um avanço, contudo não muda o cenário de aperto monetário. Segundo o presidente da entidade, Luiz França, o custo do crédito continua bastante pesado para famílias e companhias.
No setor habitacional, a flexibilização demora mais para beneficiar o comprador porque as taxas dos bancos não seguem a Selic de forma direta, já que a modalidade depende de fontes de financiamento específicas.
Embora pareça lógico que a queda na Selic barateie o crédito na hora, especialistas concordam que o repasse é mais demorado e complexo.
Analistas apontam que essa alívio vai depender dos próximos passos do Copom, da oferta de recursos nas instituições financeiras e do ritmo em que a Selic menor será repassada ao financiamento da casa própria.
Em quanto tempo o corte da Selic afeta o financiamento?
O repasse do alívio nos juros para o crédito habitacional acontece aos poucos. Levantamentos citados pela ABMI indicam que uma queda de 1 ponto percentual na Selic reduz a taxa final do crédito em apenas 0,43 ponto percentual, em média, levando cerca de meio ano para se refletir no mercado.
A situação da caderneta de poupança é outro elemento que explica essa lentidão. O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), fundamental para o crédito imobiliário ao lado do FGTS, tem registrado volume expressivo de saques.
Em agosto, as retiradas na poupança superaram os depósitos em R$ 10,57 bilhões, sendo R$ 9,51 bilhões do SB.
Fonte: Luizete Scher




